domingo, 28 de setembro de 2014

Encruzilhada

 
 
 
Pedi sete notas pra ele
 Ganhei sete anos de azar
Andei na calada da noite
Acendendo vela pra Iemanjá.
 
Mal agradecida a minha prece
Ficou a dançar 
Sem respeito  e humildade
Na cara da vida põe-se a chorar.
 
Maquiando sentimento de tristeza e raiva
Turbulência de desejos, voltou a gritar
Ecoando no nada
Ouviu seus suspiros queimarem no mar.
 
Amanhece o dia e a brisa solta a cantar
Do chão nasce a história de um velho sabido
Que não se deixa enrolar
O olho não vê, mas o corpo percebe.
Te engole feito areia no vento
E lhe ensina uma nova prece.
 
Sinta novamente tudo o que lhe passa feito jato
Num dia chuvoso.
Revela o mágico do brilho dos olhos
Que você tinha na infância.
E ancora tudo aquilo que não presta
Pra sua sabedoria
E te revela feito borboleta num casulo.
E depois me diga
Qual o sentido deste mundo.
 
 
 
 
.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Passinhos da escola


Arrastando o pé 
Pelas beiradas
Indo da escola pra casa.

Abro o portão 
Desço as escadas 
Algo me espera...

TODO DIA A GENTE ESPERA!

Eu te olho com aquela carinha

Meio triste ...

Já é noite e a lua desaparece.

           No fogo o barulho da panela de pressão 

Vasa pelos cômodos

           Deixando o cheirinho de feijão pela casa.

De tudo faz você pra eu não perceber
A tal infelicidade.

Na canequinha a água cai tranquila
Inventando horizontes.


E no Pouso do Respiro
Aprovado no Desgosto
Angústia de Saber 
Querer Mudar
O caos Instalado.

Dormimos profundo
No aconchego de pouco dengo
Amando muito e pensando no tempo
Que é duro e curto
Como as paixões de verão.


Te peço Bença
 E digo boa noite pai.


PASSOS


Carrego passos 
De solo denso
Caprichado
Nas cores, ventania e molejo.

Na simbologia me embalo
Entoando canto e alimento 
Daqueles que nos transformaram.

Descalça como manda o corpo
Abaixo a cabeça
Entrego minha força
Energia cadenciada de liberdade.


sábado, 12 de novembro de 2011

Sensação



Queria ter o
Silêncio da medida
Na calçada delirante
De movimentos tortos.

Do calor que corrompe
As ações do tempo
Da intensidade no gozo de poder tocar
Do lamento na maldade arrancada.

Daquilo que não posso calar
Que esfria a alma derretida em versos
Caminhando leve como pena
Nas suas entranhas
Te faz arder, formigar.

Vai fugaz na pressa constante
Mas ela chega e te acalma
Caindo nua e sozinha pro seu colo
A palavra faz o reverso.




quinta-feira, 27 de outubro de 2011

RACISMO



Dia 25/10/2011 o nosso amigo Preto Will,
 
sofreu agressões psicológicas e físicas, tudo 

isso devido a uma cultura recorrente do nosso

país o RACISMO.


Faremos uma manifestação na catraca do 


metrô campo limpo dia 28/10 sexta- feira das 


16hs as 17:30.



Vamos sair do face e ir cara a cara.




 Levem poesias, músicas, 

palavras, coração e indignação.


-- 
Capulanas Cia de Arte Negra


www.ciacapulanasblogspot.com







domingo, 17 de julho de 2011

POESIA



Toc, toc
O sopro da palavra
Chega no ouvido
Zonzo...

Aperta o calo travado da alma
Congelando as cordas
Que amarrava nossas mãos.

Aquece todos os fios do corpo
Captura e lapida as raízes arrancadas
Restaura, descontrói, transforma
Cria laços nas mentes tristonhas.

Suspira ...
Alma leve vida
Vida leve alma
Leve vida calma.

Grita até os pulmões do norte
Umidece o horizonte
Salta da água doce pra salgada
Sente, precente
Muda a encruzilhada
Vira de cabeça a ponta da língua
Aspira da sina.

Guia, conta história
Faz da forma o seu planalto
Retorna a semente da terra cansada
E faz nascer o por-do-sol mais lindo
Todos os dias sem desconfiar de nada.





Amor de São João


O amor me pegou de jeito
Num dia de São João
O vento soprô ligeiro
Sem freio atingiu meu coração
E quando a fogueira acendeu
Trouxe revelação.

Fiquei arrepiada!
O amor deixa marca
Nas ondas da paixão.

Nas bandeirinhas voando
Vi um filme passando
Feliz da vida eu ia cantando.

Foi quando trupiquei numa pedra
Bati com a cara no chão
Meus dentes voaram longe
Acompanhando as brasas de São João.

E bem nessa hora
Toda suja de lama
Meu amor se viro.

E todo encantamento
Viro aberração
Fui andando pra casa
Contando os passos
De um ser aperriado
Envolvido num enrosco solitário de amor.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Palestra - Dia 16/06/2011, às 19 horas, na Sala 15.

Universidade Federal de São Paulo
Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas


Departamento de Educação
As políticas públicas na prisão em xeque: um olhar sobre a Educação para os jovens e adultos presos


Com


Arlindo da Silva Lourenço


Doutor em Ciências: Psicologia Social, pela USP, Professor Universitário e Psicólogo da Penitenciária José Parada Neto, de Guarulhos.

 
Em 19 de maio de 2010, foi publicada a Resolução da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, que dispõe sobre as Diretrizes Nacionais para a oferta de educação para jovens e adultos em situação de privação de liberdade nos estabelecimentos penais, trazendo para o debate educacional a necessidade de se fomentar discussões sobre questões implicadas em sua implantação, seja por parte dos órgãos responsáveis pela criação e ordenação das políticas públicas, da academia e dos educadores que trabalham nos estabelecimentos prisionais. A educação escolar para jovens e adultos em situação de privação de liberdade necessita ser compreendida como direito a ser garantido, formalizado na Lei de Execução Penal Brasileira (7.210/84) e sintetizado na Constituição Federal de 1998. No estado de São Paulo, até o momento, a Fundação Professor Manoel Pedro Pimentel (FUNAP) é responsável pela educação escolar nos estabelecimentos prisionais, contando com o auxílio de professores e supervisores externos à prisão e também com monitores recrutados dentre os prisioneiros. Esta exposição visa transmitir um panorama dessas políticas públicas levadas a cabo pela FUNAP e pelo Governo estadual, como também seus sucessos, insucessos e desafios constantes.


Onde e Quando?

 
Escola de Filosofia, letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo.


Estrada do caminho Velho, 333 – Bairro dos Pimentas – Guarulhos – SP
Inscrições no local

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tristeza é não poder lhe ver crescer


Acordei de manhã, abri os olhos
E contemplei  o céu azul cheio de nuvens
No vento que desfila com a sombra que nos refresca.

Quando se vive a adolescência o sorriso maroto
Almeja sonhos impossíveis para  alguns planos.
A corrente que rodeia a alma
É enganchada pela energia mágica.

E nós como ser mutantes extrapolamos
Vamos além de cada partícula que compõe a tal capacidade.

Nossos caminhos não respeitam trilhas formadas
Pensam no amanhã indisponível de uma realidade
Concretamente induzida..

Mas transcendemos e o mundo parece pequeno 
Fica ao nossos pés.
Mas de repente um sopro de água salgada corre
E muda nossas pontencialidades.

O motivo não é o destino.
Mas sim uma sociedade que aposta na desigualdade
Tosca, seca e promissora.

A escola deixa de ser o campo da aprendizagem
E a todo ano chegam
Mais materiais de impotência.
E então chega a dor, o sofrimento
Atingindo o peito de uma vez só.

E o meu enredo segue tocando a melodia
Triste e densa.
Minhas crianças continuam pelo chão
E vão para o céu bem cedo
Sem respeito
E educação.

Ouvi no rádio que agora vão mudar a legislação
E que a segurança nas escolas será a principal
Motivação.

Mas isto já não é direito básico de nossa constituição?
Pois é também achei que era.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Iman


Traço de linha expressiva.
Goteira que deságua nas tuas marcas.
Fortaleza nos braços
Coração desamparado
Caminha com a dor.

Sorriso de corda larga.
Proteção de arruda pra tua alegria.
Que entoa canto
Luz para os meus ouvidos.
Aquece com seu calor de mãe os meus filhos.

Lamento

Meu lamento corre forte
Como as águas que escorregam
Lapidando as pedras.

Como o vento frio que queima
Como navio sem vela que marcha na procura.
Revelação!

Meu lamento grita por todas as lágrimas
Que embaçam os olhos
Segurando a voz
Travando, machucando o disforme.

Meu lamento é muitas vezes solitário
E fala sozinho na brisa imaculada e inocente.

Ele é a fera que o meu instinto preserva.
Deixando marcas e hematomas de cores diversas.

É a cultura extasiada na imaginação e querer de transformar.
É o cansaço da sobrevivência.
É sair da prisão no pensamento.
É odiar, sentir raiva.
É fortalecer, ser reconhecido
No papel de animal envolvente
Que se mostra como corpo que não prejudica a mente.

São todas as raças e seus universos.
É cada partícula nesse imenso bloco de despejo que é a vida.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pra que nome?

        

Naquele sopro de brancura a desgosto
Meu universo se refez.

Não foi fácil, mas eu enxerguei.

A luz quase apagada
Sem cor, opaca.

No Andaraí

Ela não se deteve

Invadiu meu corpo e explodiu no céu

A caminho da lua.

Daí

Fiquei em paz

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Reunião pública independente para um CCJ democrático

Criado em 2006 o então Centro de Cidadania da Juventude – atual Centro Cultural da Juventude “Ruth Cardoso” – foi instalado na região norte da cidade de São Paulo, precisamente na Vila Nova Cachoeirinha, com a intenção de proporcionar aos moradores da região maior acesso às atividades culturais e também às formas de produzir cultura. Na legislação que o institui – já modificada algumas vezes e atualmente sob o formato de LEI Nº 14.875, DE 5 DE JANEIRO DE 2009 -encontramos o seguintes trecho:
“Art. 3º. O Centro Cultural da Juventude tem por atribuição conduzir ações orientadas prioritariamente para jovens com idade entre 18 e 29 anos, cabendo-lhe, em especial:
I - promover o acesso e apoio às ações e atividades culturais da Cidade e da região;
II - produzir e divulgar informações de interesse dos jovens;
III - ampliar a formação, o conhecimento, as oportunidades e as habilidades que auxiliem na inserção social dos jovens;
IV - criar alternativas de lazer e convívio;
V - articular-se com entidades e instituições ligadas à cultura e ao universo da juventude, bem como integrar e apoiar iniciativas locais;
VI - gerir o quadro de pessoal, os recursos orçamentários e financeiros, os contratos, convênios e outros instrumentos congêneres;
VII - gerir os serviços administrativos e gerais de manutenção.
Parágrafo único. Sem prejuízo do disposto no “caput”, o Centro Cultural da Juventude poderá promover o desenvolvimento de atividades e programas destinados a outras faixas de idade.”
Destacamos partes deste artigo para questionar o seu cumprimento. Já há algum tempo agrupamentos culturais independentes que desenvolvem suas atividades nos bairros da periferia da zona norte da cidade vem procurando este equipamento cultural público afim de desfrutar de suas instalações e também encontrar apoio para o desenvolvimento de sua atividades. No entanto, ao passar dos anos temos vivenciado situações bem distintas. De um lado vemos montantes de R$ 15 mil pagos a bandas que se apresentam neste Centro Cultual por apenas algumas horas, já de outro lado nossos artistas locais raramente conseguem espaço para manifestar sua arte e tampouco ser remunerados por isto, pelo contrário, já chegamos a ter algumas atividades boicotadas pela direção deste equipamento público seja na recusa de fornecimento de materiais indispensáveis às atividades e previamente solicitados, ou pelo corte de energia elétrica durante as atividades – isso para não citar casos mais graves. A verdade é que aparentemente os diretores deste equipamento público parecem preferir artistas e oficineiros de outras regiões em detrimento dos artistas locais, o que claramente indica desrespeito a partes do artigo de lei citado acima.
Para que possamos conhecer mais situações de desprestigio da arte local, bem como conhecer diferentes pontos de vista sobre adequada utilização das instalações e dos recursos deste importante equipamento público, convidamos todos os interessados a participar de uma espécie de reunião pública independente dentro do Centro Cultural da Juventude.
Enfatizamos que esta é uma iniciativa independente, que não partiu dos gestores do Centro Cultural da Juventude, com isso pretendemos desempenhar esforços para democratizar este espaço que é gerido com nosso dinheiro. Se o espaço é realmente público, então vamos ocupá-lo.
Reunião pública independente para um CCJ democrático
Local: Centro Cultua da Juventude “Ruth Cardoso” - Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641. Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte. (ao lado do terminal Cachoeirinha)
Data: 11 de novembro de 2010
Horário: 16h
Segue abaixo o texto da lei que institui o CCJ, publicada no Diário Oficial da Cidade de São Paulo de 06/01/2010 pag. 1.
LEI Nº 14.875, DE 5 DE JANEIRO DE 2009
(Projeto de Lei nº 252/08, do Executivo)
Dispõe sobre a criação do Centro Cultural da Juventude - CCJ, vinculado à Secretaria Municipal de Cultura, e de seu respectivo quadro de cargos de provimento em comissão.
GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 19 de dezembro de 2008, decretou e eu promulgo a seguinte lei:
Art. 1º. Fica criado o Centro Cultural da Juventude - CCJ, vinculado à Secretaria Municipal de Cultura.
CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO, ATRIBUIÇÕES E COMPETÊNCIAS
Art. 2º. O Centro Cultural da Juventude compõe-se de:
I - Gabinete do Diretor;
II - Conselho Consultivo;
III - Supervisão de Administração e Finanças;
IV - Supervisão de Programação.
Art. 3º. O Centro Cultural da Juventude tem por atribuição conduzir ações orientadas prioritariamente para jovens com idade entre 18 e 29 anos, cabendo-lhe, em especial:
I - promover o acesso e apoio às ações e atividades culturais da Cidade e da região;
II - produzir e divulgar informações de interesse dos jovens;
III - ampliar a formação, o conhecimento, as oportunidades e as habilidades que auxiliem na inserção social dos jovens;
IV - criar alternativas de lazer e convívio;
V - articular-se com entidades e instituições ligadas à cultura e ao universo da juventude, bem como integrar e apoiar iniciativas locais;
VI - gerir o quadro de pessoal, os recursos orçamentários e financeiros, os contratos, convênios e outros instrumentos congêneres;
VII - gerir os serviços administrativos e gerais de manutenção.
Parágrafo único. Sem prejuízo do disposto no “caput”, o Centro Cultural da Juventude poderá promover o desenvolvimento de atividades e programas destinados a outras faixas de idade.
Art. 4º. A Supervisão de Administração e Finanças tem as seguintes atribuições:
I - executar e controlar os serviços de expediente, protocolo, tramitação de documentos e papéis, arquivo geral, reprografia, almoxarifado e transporte;
II - promover o levantamento das necessidades de compras e contratações de serviços, bem como propor a realização das respectivas modalidades de licitação;
III - formalizar termos de contratos, de parceria, de compromisso e responsabilidade e apólices de seguros, bem como de prorrogação, rescisão, aditamentos e quitações, responsabilizando-se pelo acompanhamento dos respectivos prazos;
IV - controlar os recursos materiais e gerir os recursos orçamentários, com a finalidade de atingir os objetivos do Centro;
V - planejar, manter e controlar as atividades relativas à gestão de pessoas;
VI - prestar serviços de zeladoria;
VII - providenciar a infra-estrutura necessária à realização da programação do Centro;
VIII - apoiar as produções dos espetáculos realizados, no que se refere a serviços de cenotécnica, iluminação, sonoplastia e projeção;
IX - supervisionar o serviço de bilheteria dos teatros e salas de espetáculos;
X - supervisionar o serviço de montagem de exposições;
XI - exercer outras atribuições que lhe forem cometidas, compatíveis com a sua área de atuação.
Art. 5º. A Supervisão de Programação tem as seguintes atribuições:
I - produzir, executar e controlar a agenda de programação artística
e de oficinas e a utilização dos espaços;
II - realizar encontros e atividades culturais da programação, para o desenvolvimento, aprimoramento e participação dos jovens;
III - produzir, tornar disponível e construir acervo de informações e de produtos culturais de interesse e de realização de jovens;
IV - monitorar e avaliar as atividades da programação, por meio de relatórios ou instrumentos equivalentes;
V - definir os critérios para a elaboração dos editais de seleção de projetos, atividades, espetáculos e oficinas;
VI - exercer outras atribuições que lhe forem cometidas, compatíveis com a sua área de atuação.
Art. 6º. Compete ao Diretor do Centro Cultural da Juventude:
I - responder institucionalmente pelo equipamento;
II - aprovar e estabelecer as diretrizes para a condução política e administrativa do Centro, de acordo com a política de governo;
III - realizar o intercâmbio com as demais unidades da Secretaria Municipal de Cultura;
IV - responder pela execução orçamentária do Centro.
CAPÍTULO II
DO CONSELHO CONSULTIVO
Art. 7º. O Conselho Consultivo do Centro Cultural da Juventude tem as seguintes atribuições:
I - colaborar na implementação da política cultural fixada para o Centro;
II - propor diretrizes para o plano de atividades;
III - auxiliar na avaliação dos resultados obtidos pelas parcerias e convênios firmados na área de atuação do Centro;
IV - propor medidas para o aperfeiçoamento do modelo de gestão;
V - participar da elaboração de plano de sustentabilidade e captação de recursos para o Centro;
VI - acompanhar e monitorar as ações e atividades do Centro, inclusive quanto à aplicação dos recursos orçamentários;
VII - articular a participação da comunidade em fóruns de aperfeiçoamento das atividades e gestão do Centro, mediante convite dirigido a entidades culturais, de apoio a programas de juventude, entidades locais e representantes dos usuários.
Art. 8º. O Conselho Consultivo será integrado por 9 (nove) membros, todos com seus respectivos suplentes, na seguinte conformidade:
I - pelo Poder Público Municipal, 5 (cinco) representantes, sendo um de cada um dos seguintes órgãos municipais:
a) da Secretaria Municipal de Cultura;
b) da Secretaria Municipal de Participação e Parceria;
c) da Secretaria Municipal de Educação;
d) da Subprefeitura da Casa Verde/Cachoeirinha;
e) do Centro Cultural São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura;
II - pela sociedade civil, 4 (quatro) representantes.
§ 1º. A presidência do Conselho Consultivo será exercida pelo Secretário Municipal de Cultura ou seu representante, a quem caberá o voto de qualidade.
§ 2º. Os representantes e respectivos suplentes:
I - do Poder Público Municipal serão indicados pelos titulares dos órgãos referidos no inciso I do “caput” deste artigo;
II - da sociedade civil serão escolhidos mediante critérios a serem estabelecidos em regulamento.
§ 3º. Os membros do Conselho Consultivo serão designados pelo Secretário Municipal de Cultura.
§ 4º. A Secretaria Executiva do Conselho caberá ao Centro Cultural da Juventude.
Art. 9º. O mandato dos membros do Conselho Consultivo será de 2 (dois) anos, permitidas 2 (duas) reconduções.
Parágrafo único. As funções dos membros do Conselho serão consideradas como serviço público relevante, sendo, contudo, vedada sua remuneração a qualquer título.
Art. 10. O Conselho Consultivo reunir-se-á, ordinariamente e obrigatoriamente, uma vez a cada 3 (três) meses, e, extraordinariamente, sempre que necessário, com a presença da maioria de seus membros, mediante convocação de seu Presidente ou por solicitação de, no mínimo, 50% (cinqüenta por cento) dos seus componentes, dirigida à mesma autoridade.
Art. 11. Caberá ao Conselho Consultivo elaborar e aprovar o seu Regimento Interno, o qual será divulgado pelo Secretário Municipal de Cultura.
CAPÍTULO III
DA GESTÃO DO CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE
Art. 12. O Centro Cultural da Juventude realizará, semestralmente, fórum de participação de entidades, usuários e moradores da região, que se constituirá em espaço para debates, apresentação de críticas e sugestões, bem como para prestação de contas das atividades do Centro à população.
Art. 13. Para a consecução dos objetivos estabelecidos para o Centro Cultural da Juventude, com exceção das atividades gerenciais e administrativas, poderão ser firmadas parcerias por meio de convênios, termos de cooperação e outros ajustes similares com órgãos públicos, instituições de ensino e entidades não-governamentais, na conformidade da legislação em vigor.
CAPÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 14. O Centro Cultural da Juventude será instalado em prédio próprio da Subprefeitura da Casa Verde/Cachoeirinha, na Avenida Deputado Emílio Carlos, nº 3.641, Distrito de Vila Nova Cachoeirinha.
Art. 15. Os cargos de provimento em comissão do Centro Cultural da Juventude são os constantes do Anexo I desta lei, observadas as seguintes normas:
I - criado, o cargo constante da coluna “Situação Nova”, sem correspondência na coluna “Situação Atual”;
II - mantidos, com as alterações eventualmente ocorridas, os que constam das duas situações.
Parágrafo único. Fica ressalvada a situação dos atuais servidores ocupantes dos cargos de provimento em comissão, ainda que não preencham as novas condições de provimento estabelecidas por esta lei.
Art. 16. Ficam transferidos, do Quadro Específico de Cargos de Provimento em Comissão a que se refere o Decreto nº 45.751, de 4 de março de 2005, para o Centro Cultural da Juventude, os cargos de provimento em comissão constantes da coluna “Situação Atual” do Anexo II desta lei, com as adequações necessárias, conforme o caso, previstas na sua coluna “Situação Nova”.
Art. 17. As despesas com a execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Art. 18. Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogados os Decretos nº 46.994, de 10 de fevereiro de 2006, nº 47.388, de 22 de junho de 2006, e nº 47.603, de 21 de agosto de 2006.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 5 de janeiro de 2009, 455º da fundação de São Paulo.
GILBERTO KASSAB, PREFEITO
Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 5 de janeiro de 2009.
CLOVIS DE BARROS CARVALHO, Secretário do Governo Municipal

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Venha somar conosco nessa caminhada!


Bate Papo – “Mulheres Negras Em Movimento”


Coletivo Cultural Esperança Garcia e Projeto Espremedor junto ao Cicas (Centro Independente de cultura alternativa e social).
Bate Papo – “Mulheres Negras Em Movimento” Em diversas manifestações culturais, a presença das mulheres é marcante dentro dos agrupamentos em que participam. Mas suas atuações nem sempre são lembradas com o devido respeito. Para este tema foi convidadas Juliana Balduino (Elo da Corrente, Esperança Garcia), Mariana Albuquerque (Docente do Estado), Juliana Queiros (Ativista Cultural), mediando esse bate - papo Samanta Biotti (Coletivo Cultural Peosia na Brasa, Esperança Garcia). “E mais Exposição de Fotografia de Sonia Regina Bischain, que traz nos seus registros “Mulheres da Minha Terra”, também contamos com a participação da Artista e Poeta, TATA QUILOMBAQUE, com a Exposição de trechos do Livro” Quarto de Desejo” da escritora Carolina Maria de Jesus. Apresentação Dança do Ventre, liderada por Kell e alunas das aulas de Dança do ventre do Cicas durante esse ano de 2010, performance de Sirlene Santos, integrante do grupo Corpo in Rito, em uma apresentação solo e finalizando este grande dia, Katiara Okê, cantando seu Rap que trás muito Ragga e outros elementos da Musica Negra.



Mais Informações:
http://www.myspace.com/katiara

http://esperanca-garcia.blogspot.com/
http://projetoespremedor.blogspot.com/


                           FOGUEIRA PIPOCA E RESISTÊNCIA.

Sexta feira dia 22 Outubro acontece mais uma edição do Sarau, FOGUEIRA PIPOCA E RESISTÊNCIA. Liderado pelo Coletivo Cultural Poesia na Brasa e Cicas, vamos fortalecer essa resistência, comungar da palavra e compartilhar sua arte com todos nos.


Sexta-Feira - 22-10-10 as 20h00. Pipoca Gratis!
http://projetocicas.blogspot.com/
CICAS (Centro Independente de Cultura Alternativa e Social)
Av do Poeta 740, Jd. Julieta

                                        
 Quarta edição acontece em outubro na Quilombaque


                                              
A quarta edição da JamBaque está chegando! No dia 23/10 (sábado), a partir das 23h, a Quilombaque apresenta a festa que celebra a cultura negra em toda sua diversidade - do rap ao samba-soul, passando pelos afro-beats. O quilombo urbano convida para mais uma noite de liberdade de sensações, numa jam session de dança, performance e shows. Confira as atrações especiais no cartaz acima.

Informações: (11) 3915-7539
ENTRADA: R$ 5,00
http://comunidadequilombaque.blogspot.com/


                                              TERCEIRA EDIÇÃO ESPAÇO CURTAS 23.10.2010

                                               

Nós do Projeto Espremedor fomos convidados a participar do Espaço Curtas. Projeto visa reunir e fortalecer o apoio mùtuo entre produtores independentes de diversas localidades do Brasil e viabilizar produções coletivas de qualidade, dando mais força ao circuito cinematográfico independente. E nesta terceira edição do Espaço Curtas, exibimos o filme do Cineastra e Poeta Akins Kinte. Várzea – a bola rolada na beira do coração.

19:30 - Projeto Espremedor
- “Várzea – A bola rolada na beira do coração” – Dir.: Akins Kinte – Documentário – 2010 – 39’20”

20:15 - PeryNews
- “Reporter Cidadão” – Dir. Robinson Dias/Jefferson Siqueira – 2009/2010 – Reportagens/Vídeo Denúnica – 35’00”

21:00 - Cine Campinho
- “Uma mudança a partir do Cine Campinho “ – Dir.:Renildo, Ediglebson – 2007 – Documentário – 29’00”

21:35 - CICAS
- “Mulambagem” – Dir.: Coletiva – Institucional – 2010 - 4'04''

- "Cicas" - Dir.: Desalienarte e Sujos de Barro - 2010 - 4'10"
- "Fronteira Films" - Vídeos produzidos por Maicknuclear no Cicas - 2008/2010 - 20'00"
- "Programa CQC" - Denúncia/Proteste Já - 2010 - 10'00"

Várzea – a bola rolada na beira do coração
É no terão mesmo que rolam os verdadeiros campeonatos brasileiros. O futebol de várzea alimenta os sonhos da molecada, que joga nas ruas pensando em um dia vestir a camisa do time do coração, da seleção brasileira ou só do time do bairro mesmo. É o palco das festas no finais de semana de muito marmanjo e garante emoção e diversão nos espaços da periferia brasileira.A várzea não é só o lugar onde a grama não resiste à chuva, é o samba, a poesia, hip-hop, o churrasco, a cervejada e, claro, o cenário de muitas histórias do futebol. E ao menos as da periferia paulistana estão agora presentes no documentário independente “Várzea – a bola rolada na beira do coração”, do Cineastra e poeta Akins Kinte.
http://www.youtube.com/watch?v=-oRL2pBP8Ro&feature=player_embedded#!

Direção: Akins Kinte
Assistente de Direção: Ailton Pinheiro
Roteiro: Akins Kinte e Michel (Elo da Corrente)
Direção de Fotografia: Cassimano
Still: Cassimano
Fotografia: Cassimano, Akins Kinte, Ailton Pinheiro
Pesquisa de áudio: Akins Kinte e Vanssaum
Trilha: Rico (Patota de /firmino) – Magia da Várzea ,
MC Raphão – Jogo da /vida, Akins Kinte e Preto Win – A bola Rola e Fim de Semana é o fim
Poesias: Akins Kinte e Elizandra Souza
Produção: Rafaela de Oliveira e Renato ( Lig-Lig)
Edição: Chama Sabor
Nome Várzea – A bola rolada na beira do coração
Duração
39:20
Ano 2010
http://akinskinte.blogspot.com/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Continho




O pouco de luz que entrava na fresta da porta
Incomodava ela!
A voz das pessoas na rua
Incomodava ela!
O sorriso do carteiro trabalhando no sol quente
Incomodava ela!
Estar bem por si apenas
Incomodava ela!
Ninguém conseguia agradar a donzela
Impossível de se relacionar, comunicar, abraçar ...


Foi quando de supetão lhe dei uns tapas de poesia
Bem na cara, foram tantas que ela até vermelha ficou
Chocada com a reação, não sabia se ria ou gritava
O que contam é que depois dessa lua ela pediu perdão
E nunca mais soou rabugenta ou insana ...








                                      

Morada

                                                            


Minha morada
Muito tempo já passou
O sentimento no peito
É o retrato de uma dor
Minhas crianças continuam pelo chão
E vão para o céu bem cedo
Sem respeito e educação
A minha vida foi temperada nos seus becos
Hoje sou forte, vida adulta antes do tempo...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O sonho



Essa noite ventou
 O frio desceu com a neblina dos morros
Meu coração disparou forte
Mais uma linda criança sonhara
Pedindo paz para sua morada
Ouvi ao longe a cantoria de sua mãe guerreira
A luz apagou
Eu acordei
A melodia atraiu-me
Estremeci, meus joelhos sem controle batiam um no outro
Foi quando sentei e escutei com calma 
Cada palavra, som e cor que soltava a sua boca
Meu peito se abriu
Mãe África dentro de mim
Aí sim pude dormir um sono profundo
Certeiro na identidade
Caminho a seguir

Dia 25 de Julho!


Salve salve!
O Esperança Garcia vai fortalecer neste dia com uma intervenção às 16h, é claro que chegaremos mais cedo para sentir e apreciar o trabalho que vem sendo feito no espaço do Morro.
Então estão todos (as) convidados para somar nesta refelexão, abaixo segue o convite.

FEMININA RESISTENCIA 1ª edição


EM 25 DE JULHO DE 1992 DEFINIU-SE QUE ESTE SERIA O MARCO INTERNACIONAL DE LUTA E RESISTENCIA DA MULHER NEGRA, LATINOAMERICA E CARIBENHA.
ROMPENDO COM O MITO DA MULHER UNIVERSAL.

PARA REALÇAR AS LUTAS E REINVIDICAÇÕES DESTAS EM DESTAQUE. FOI PRECISO UMA DATA PARA SIMBOLIZAR QUEM SÃO E COMO VIVEM...



JUNTO AS IRMAS DE LUTA CONSTRUIREMOS UM PRIMEIRO ENCONTRO NO ESPAÇO CULTURAL DO MORRO (MORRO GRANDE / BRASILÂNDIA).



DIA 25 DE JULHO APARTIR DAS 10:00H

RUA XAVIER DA SILVA FERRÃO/317

EMEF MORRO GRANDE



COLABORAÇÃO:
COLETIVO ATIVISMO ABC
COLETIVA CULTURAL ESPERANÇA GARCIA
COLETIVO PEDALINAS
JULIANA QUEIROZ-MOVIMENTO NEGRO
ASS. MOVIMENTO ANARCO PUNK DE $ÃO PAULO


COMO CHEGAR:
CENTRO-NA PRAÇA DO CORREIO PEGAR ONIBUS: GUARANI
DESCER NO ULTIMO PONTO DA RUA PARAPUÃ


BARRA FUNDA-PEGAR LOTAÇÃO GUARANI
DESCER NO ULTIMO PONTO DA RUA PARAPUÃ

É festa na Brasa!